terça-feira, 16 de setembro de 2014

ASSALTANTES DE BANCO

Duas quadrilhas são desarticuladas
assalto a banco
Delegado titular da DRF, Raphael Vilarinho, apresentou as prisões das oito pessoas suspeitas de envolvimento em crimes
FOTO: ÉRIKA FONSECA
Oito pessoas, suspeitas de integrarem duas quadrilhas de assaltantes de bancos, foram detidas no fim de semana em dois trabalhos policiais distintos realizados no Interior do Estado. Um dos grupos é apontado como responsável por uma série de ataques a instituições bancárias em diversos estados do Nordeste.
Em uma operação conjunta do Comando Tático Rural (Cotar); Coordenadoria de Inteligência (Coin), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS); e da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), foram presos Salatiel dos Santos Soares, 27, e Júnior César Gonçalves da Silva, 39.
Os dois homens detidos são alagoanos e apontados como membros de uma quadrilha envolvida em ataques a bancos em Alagoas, Pernambuco, Piauí e no Ceará, na cidade de Quiterianópolis. Salatiel seria o líder do bando criminoso e já responde a cinco crimes de assalto a banco cometidos em Pernambuco.
Já em Santa Quitéria, a Polícia Militar, em conjunto com Coin, DRF e Ministério Público, capturou Alderico Viana de Sousa, 35; Alanias Souza Sena, 22; Francisco Daniel Sena Lima, 19; Francisco Adriano Alves da Silva, 32; Maria Raquel Maia de Oliveira, 27 e Francisca Wanessa Ferreira de Sousa, 19.
O titular da DRF, delegado Raphael Vilarinho, apresentou as prisões. "O grupo se preparava para executar um desafeto. Eles são suspeitos de ataques a bancos de três cidades".

Médica se recusa a atender policial armado e gera polêmica

HOSPITAL EM MULUNGU
Jéssika Sisnando
medica
Uma médica que trabalha no Maciço de Baturité, se recusou a aplicar uma injeção em um soldado da Polícia Militar por ele estar portando uma arma de fogo. O fato ocorreu nesta segunda-feira (15), dentro de um hospital público, e movimentou as redes sociais com protestos e comentários acerca da polêmica sobre o uso da arma de fogo em locais públicos e particulares.

O soldado teria ido até o hospital para tomar uma injeção, mas a médica informou que só iria atendê-lo se deixasse a arma em outro local. O motivo seria o constrangimento causado pela presença de uma pessoa armada dentro do consultório. O comandante da área foi até o local e pediu explicações acerca do caso.

Nas redes sociais, a profissional divulgou "Meu direito de me recusar a atender um paciente em uma situação que me deixe desconfortável. Armas versus o direito e o dever de portar a arma dele em serviço. Pedi ao policial para deixar a arma com algum colega e pelo semblante não gostou, mas voltou sem a arma. Daqui a pouco entra o comandante que me interroga sobre o motivo e respondi que me deixava extremamente desconfortável, daí só entendia que dois homens grandes na minha frente e um deles interrogando o motivo do meu desconforto e tentando me convencer que estão a servigo da gente e da população. Eu sei, mas não muda o fato que eu fico nervosa e o coração vai a mil. Depois do interrogatório e discurso atendi o policial sem a arma", publicou no Facebook.

Procurada pela reportagem, a médica informou que não pretendia comentar sobre o caso, pois não se trata de um problema referente ao porte de arma, mas referente a uma questão pessoal de ficar desconfortável com a arma de fogo dentro de um ambulatório pequeno.

De acordo com informações do Relações Públicas da Polícia Militar do Estado do Ceará, tenente-coronel, Fernando Albano, o comando da PM poderá se pronunciar sobre o caso na terça-feira (16).

Sindicato dos médicos se pronuncia sobre o caso

O sindicato dos médicos foi procurado pela reportagem e informou que a médica tem o direito de não atender um policial armado, não sendo um caso de urgência. E também relatou que os profissionais da saúde se sentem inseguros, pois existem casos de pacientes que entram armados e tentam pressionar os médicos por se sentirem prejudicados em relação ao atendimento da unidade hospitalar ou por não obterem atestado médico.

A polêmica sobre o porte da arma de fogo em locais como instituições públicas e de saúde começou quando uma policial foi impedida de assistir aula por estar armada e fardada. A Universidade Federal do Ceará (UFC) divulgou que a universitária foi orientada a deixar a arma com os seguranças. Já na versão da policial, ela não foi aceita pelos alunos, que entraram em contato com a diretoria e que foi retirada de sala por estar fardada.

Na tarde do último domingo (14), a Associação de Profissionais de Segurança lançou uma nota de repúdio contra um hospital particular que teria impedido que um policial militar fardado acompanhasse a esposa na unidade hospitalar. O setor jurídico da associação está realizando levantamentos para acionar o setor jurídico.

Atualmente, profissionais da segurança realizam uma campanha com a hashtag#eutenhoorgulhodaminhafarda nas redes sociais. Eles se sensibilizaram com a situação da PM de estudantes que não têm tempo de trocar de roupa ou guardar a arma em casa diante da rotina de trabalho e estudos.

Pefoce identifica três das cinco vítimas de chacina

REDENÇÃO
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A coordenadora da Comel, médica Hellena Carvalho, explicou o procedimento
FOTO: FABIANE DE PAULA
A Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), concluiu, por meio de exames de DNA, que três dos cinco corpos encontrados dentro de um canavial, em Redenção, no dia 1º de setembro, são dos adolescentes que foram raptados, no último dia 19. Dois corpos ainda estão passando por exames, e só após a conclusão destes, será possível atestar se o cadáver do adolescente que permanece desaparecido está entre eles.
Mesmo com o resultado dos exames, os corpos só poderão ser liberados para as famílias, após uma decisão judicial sobre as identificações dos mortos. A coordenadora da Comel, a médica Hellena Carvalho, explica que os exames apontam que os corpos são filhos das pessoas que doaram material genético para o comparação, mas não atestam a identidade do cadáver.
"O DNA confirma o parentesco, mas não a identidade. Caso a mãe que doou o material tenha mais de um filho, eu não posso dizer quem está morto, só pelo DNA. Como eu não tenho como identificá-los, eu não posso liberar os corpos. Nestes casos, o procedimento é enviar os laudos para a Justiça, explicando a situação. O juiz irá analisar o caso e decidirá por entregar, ou não, os corpos às famílias. Já orientamos aos parentes o que eles devem fazer para agilizar estes processos", declarou.
Quanto aos outros dois corpos que estão há 15 dias no necrotério, a médica informou que os exames ainda não ficaram prontos.
Investigações
Representantes da Polícia Civil e da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) estiveram reunidos, na última sexta-feira, para que as informações acerca da identificação dos cinco corpos, fossem atualizadas. De acordo com o diretor- -adjunto da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Ricardo Romagnoli, nos próximos dias a Polícia já deverá ter os laudos sobre as causas das mortes, em mãos.
Romagnoli informou que o andamento das investigações dependem muito da publicação das conclusões dos médicos-legistas. Segundo o delegado, diversas pessoas já foram notificadas e devem comparecer à Delegacia Municipal de Redenção para prestarem esclarecimentos sobre a chacina.
"Familiares das supostas vítimas e possíveis suspeitos foram notificados. À medida em que as informações vão surgindo e percebemos que mais alguém pode contribuir com as investigações, nós estamos chamando estas pessoas para serem ouvidas", contou o delegado.
Desde o dia 19 de agosto, quatro adolescentes, que tinham entre 14 e 16 anos, chamados Jonathan Araújo de Brito, Iranildo Leitão da Silva Filho, Erineudo Leitão da Silva Brito e Távio da Silva Sousa, estavam desaparecidos. Testemunhas afirmaram que eles foram sequestrados por uma quadrilha armada. Quando os cinco corpos foram encontrados dentro de um canavial, em uma propriedade particular no último dia 1º, a Polícia passou a trabalhar com a hipótese de que os cadáveres fossem dos menores desaparecidos.

Polícia já recebeu 40 ligações sobre o caso de grávida desaparecida no Rio

Disque-denúncia recebeu informações sobre paradeiro de suspeitos.
Médico e motorista de clínica de aborto são procurados.

Do G1 Rio
A Polícia Civil já recebeu cerca de 40 ligações com informações sobre o paradeiro de dois suspeitos pelo desaparecimento da grávida Jandira Magdalena dos Santos, de 27 anos, que saiu de casa para fazer um aborto na Zona Oeste do Rio há cerca de 20 dias e não voltou mais. Vanussa Baldassini, que seria motorista da quadrilha, e Carlos Augusto Graça de Oliveira, que seria o médico da clínica clandestina de aborto, são suspeitos do sumiço da jovem e a polícia pede a quem tiver informações que ajude na localização da dupla entre em contato com o Disque-Denúncia através do telefone 2253-1177.
Segundo o delegado que está investigando o caso, Hilton Alonso, a técnica de enfermagem Rosemere Aparecida Ferreira, que seria chefe da quadrilha e foi presa na semana passada, admitiu que Carlos seria o médico que fez o aborto em Jandira. De acordo com a polícia, o médico já tem várias passagens pela polícia por práticas de aborto, exercício ilegal da medicina e falsidade de documentos.
O suposto médico e o motorista teriam tido os nomes revelados por Rosemere Aparecida Ferreira, presa nesta quinta (12). O marido dela, o policial civil Edilson dos Santos, também foi preso nesta quinta. Nesta sexta-feira foram presos Marcelo Eduardo de Medeiros e Mônica Gomes Teixeira. Todos já tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.
De acordo com o delegado Hilton Pinho Alonso, da 35ª DP (Campo Grande), em depoimento Rosemere afirmou que Marcelo alugaria a casa onde a clínica de aborto funcionava. Sua mulher, Mônica, faria a recepção dos pacientes. O marido de Rosemere, o policial civil Edilson dos Santos, também foi preso nesta quinta, mas devido a um inquérito anterior, de 2013, envolvendo a mesma quadrilha.

Suspeita confirmou que aborto foi realizado
Jandira Magdalena dos Santos Cruz, 27 anos, entrou em um carro branco, no terminal rodoviário de Campo Grande, supostamente para ser levada a uma clínica para fazer aborto  (Foto: Divulgação)Jandira desapareceu ao ser levada para
clínica para fazer aborto (Foto: Divulgação)
Rosemere afirmou também que o aborto ao qual Jandira foi submetida foi bem sucedido, e que ela teria deixado a clínica após o procedimento. Posteriormente, porém, Rosemere teria sido informada por uma integrante de sua equipe que houve um problema na operação.
"Ela alega que Jandira fez um aborto naquele dia, foi o último aborto. Só que depois de finalizar o aborto, que foi feito com sucesso ela [Rosemere] se retirou do local.

Posteriormente, uma comparsa telefonou pra ela e informou que o aborto tinha dado um problema com a Jandira, só que ela iria resolver. Segundo ela, não teve mais contato com a comparsa, e só ficou sabendo do fato pela imprensa e decidiu se evadir. Foi para Resende e posteriormente se encontrava em Angra dos Reis", contou o delegado.

O policial informou ainda que Rosemere assumiu que tinha uma clínica de aborto, com uma equipe que fazia os procedimentos em Santa Cruz.

Prisão na Costa Verde
A técnica em enfermagem Rosemere foi presa na tarde de quinta-feira (11) em Angra dos Reis, no Sul do Estado. Seu marido, o policial civil Edilson dos Santos, também foi preso, mas na Avenida Brasil, na altura da Penha, na Zona Norte do Rio, quando voltava da Costa Verde. A Polícia investiga se a dupla tem relação com o desaparecimento de Jandira. Segundo a polícia, Rosemere seria uma das responsáveis por agendamentos na clínica e Edilson segurança.

Agentes também apuram a possibilidade de ser da jovem um corpo encontrado carbonizado em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio um dia após ela sumir. Na quarta-feira (10), o material genético de Maria Ângela Magdalena dos Santos, mãe de Jandira, que desapareceu no fim de agosto quando ia fazer um aborto, foi recolhido para exame de DNA. O resultado sairá em até 30 dias.

O cadáver foi achado em um carro com as mesmas características do que teria levado Jandira para a clínica de aborto. A jovem foi até um terminal rodoviário levada pelo ex-marido, Leandro Reis, que passou a ser investigado pela polícia.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Polícia investiga ação de assaltantes de motocicletas

CANINDÉ
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Algumas motos roubadas já foram recuperadas pela Polícia. No entanto, novos casos têm ocorrido nos últimos dias naquela região. Patrulhas da PM seguem nas buscas aos integrantes da quadrilha de assaltantes
FOTO: ANTÔNIO CARLOS ALVES
Canindé. A Polícia de Canindé está fechando o cerco contra uma quadrilha interestadual especializada em roubo de motos com atuação nos municípios de Canindé, Caridade, Boa Viagem, Madalena, Paramoti e Itatira. De acordo com o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar tenente-coronel Natanael Cavalcante, existem vários nomes em poder das autoridades policiais dos integrantes do bando, e a prisão dos envolvidos pode ocorrer nos próximos dias.
"Estamos trabalhando com informações sobre o paradeiro da quadrilha e solicitamos ajuda da população com novos dados sobre os locais com maior atuação dos assaltantes. Muita das vezes o dono do veículo roubado não quer prestar queixas com medo de represálias o que dificulta o trabalho da Polícia'', afirmou.
Apesar do trabalho ostensivo e investigativo na última semana, dois novos casos foram registrados em Canindé. Eles roubaram duas motocicletas Honda, modelo Titan. De acordo com relato das vítimas, dois homens armados de revólver calibre 38, os renderam no Assentamento Pedras ainda no Município de Canindé e empreenderam fuga em direção ao Distrito de São Domingos em Caridade.
Logo após os assaltos, policiais militares da Força Tática de Apoio (FTA) realizaram buscas para identificar, prender os autores do crime e localizar os veículos roubados, mas ninguém foi localizado pelos PMs.
"O trabalho está sendo feito, mas infelizmente o ladrão procurar locais de difícil acesso e sem a presença da Policia para praticar seus delitos. A maioria dos roubos praticados contra motoqueiros na região, temos conseguimos prender e recuperar as motos'', ressaltou Cavalcante.
Durante as investigações, policiais do Serviço Reservado conseguiram descobrir que, na maioria dos casos, os ladrões utilizam as motos roubadas para praticarem assaltos a casas lotéricas, mercadinhos, 'saidinhas bancárias e transporte de entorpecentes para depois abandonarem ou trocarem por drogas.
Nomes
"Nomes já existem, agora é só uma questão de tempo para que esses criminosos possam ser presos e pagarem pelas ações delituosas que estão sendo cometidas na região'', disse o oficial.
Antônio Carlos Alves
Colaborador

Fugitivos de Jucás são procurados

CENTRO-SUL
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Gilderlandio Alves, conhecido como 'Geladeira', atuava junto com 'Biano'e outros comparsas, em Jucás e Iguatu Claudiano
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Silva, o 'Biano', é suspeito de homicídios e de fazer parte de uma quadrilha de traficantes
As Polícias Civil e Militar da Região Centro-Sul estão juntas em uma investida contra dois homens acusados de tráfico e homicídio Claudiano Alves da Silva, o 'Biano' e Antônio Gilderlândio da Silva Alves, o 'Geladeira", que são fugitivos da Cadeia Pública de Jucás (a 414Km de Fortaleza). De acordo com informações da equipe da Delegacia Regional de Iguatu (DRI), a dupla é o braço armado de uma quadrilha responsável por diversas mortes motivadas pela disputa entre traficantes de drogas.
Conforme o inspetor Nipônico Bezerra, coordenador do setor de inteligência da DRI, os dois foragidos são perigosos e, possivelmente, estão fortemente armados. 'Biano' e 'Geladeira' são suspeitos de diversos crimes e são, inclusive, apontados como culpados no inquérito policial que apura a morte de um adolescente conhecido como 'Galego'. Conforme a Polícia, o menor foi executado por estar devendo drogas. Várias mortes de outras pessoas, que seriam 'aviões do tráfico' ou viciadas em drogas, também são atribuídas a eles. Segundo a Polícia, a maioria dos homicídios que teria sido praticados pelos dois procurados, são de usuários que não pagaram dívidas e de pessoas que tentavam dominar a venda de entorpecentes, na área em que eles atuavam.
Esconderijo
Informações da DRI, dão conta que a dupla pode estar escondida na Cidade de Juazeiro do Norte (distante 493Km de Fortaleza), transitando entre os bairros Lagoa Seca e João Cabral. Por enquanto, a Polícia não sabe precisar, onde realmente os dois estão morando atualmente.
Qualquer informação sobre o paradeiro de 'Biano' e 'Geladeira' pode ser repassada pelo número (88) 3517-1753, da DRI. O denunciante não precisa se identificar, segundo a Polícia.

Acusado de matar universitário é condenado a 20 anos de prisão

LATROCÍNIO

O aluno de Direito da Universidade Federal do Ceará Mardônio Rodrigues foi morto no dia 19 de março último

Caso Mardônio
Mardônio Rodrigues Freire Júnior, 19, foi morto durante um assalto no bairro Henrique Jorge, em Fortaleza
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Na edição do dia 29 de março, o jornal publicou a notícia da prisão de Carlos Natiel. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça
O réu Carlos Natiel Paula Firmino, 19, acusado de matar o estudante de Direito Mardônio Rodrigues Freire Júnior, 19, foi condenado a 20 anos de prisão, em regime inicialmente fechado. O universitário foi vítima, no dia 19 de março deste ano, de um latrocínio (roubo seguido de morte). O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e os advogados assistentes da acusação devem recorrer da sentença ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) para tentar aumentar a pena de Carlos Natiel.
A sentença, assinada pela juíza Marileda Frota Angelim Timbo, da 14ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza, foi proferida no último dia 11. Carlos Natiel foi condenado por latrocínio. Segundo o processo, no dia do crime Natiel agiu com dois adolescentes de 17 anos já sentenciados ao cumprimento de medidas socioeducativas de internação pela Vara da Infância e Juventude de Fortaleza.
Denunciou
O MPE denunciou o réu por latrocínio e corrupção de menores e requereu a pena superior ao mínimo legal, que é de 20 anos. A defesa solicitou a aplicação da sentença próximo ao tempo mínimo. Quanto ao crime de corrupção de menores, defendeu a absolvição de Natiel.
No interrogatório, Natiel não negou a participação no crime, mas disse ter sido forçado por um dos adolescentes, que estaria armado, a atuar e abordar o veículo da vítima. Conforme os autos, os dois adolescente e Carlos Natiel teriam esperado o momento certo para atacar uma vítima no sinal da Avenida Professor Heribaldo Costa, no bairro Henrique Jorge. O trio observou quando Mardônio estava parado no sinal com o vidro aberto.
Segundo as investigações, um dos adolescentes ficou ao lado da janela do motorista, colocou a arma na cabeça da vítima e anunciou o assalto. Mardônio acelerou o veículo, o que fez um dos adolescentes atirar no estudante, que mesmo ferido, conduziu o carro por alguns metros e colidiu. Nesse instante, Natiel teria assumido o volante e retirou Mardônio do automóvel, mas ele ficou preso pelos pés no cinto de segurança e chegou a ser arrastado pelos acusados. Quando tentava desvencilhar Mardônio do cinto, Natiel bateu em uma árvore. De acordo com a Polícia, ele fugiu a pé com um dos comparsas. O outro adolescente desmaiou dentro do veículo e acabou apreendido.
Após o crime, equipes da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciaram as investigações. Três dias depois do latrocínio, o outro adolescente que participou da ação se apresentou na DHPP. Ele confessou ter atirado em Mardônio.
A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de Carlos Natiel. No dia 28, ele foi à DHPP para prestar depoimento, mas acabou detido. Ele havia sido solto por determinação judicial dois dias antes do assalto. No entanto, alegou ter sido forçado por um dos menores.
De acordo com a magistrada, a alegação de que o réu foi forçado por um dos comparsas adolescentes a agir no dia do crime não foi comprovada. "Em que pesem as considerações do acusado, no que tange ao fato de ter praticado o crime em comento por se sentir ameaçado por um dos envolvidos na ação delituosa, as mesmas não possuem nenhuma fundamentação nas provas produzidas durante a instrução. Estas, ao contrário, demonstram e esclarecem de forma inquestionável a manifestação de vontade, pelo acusado, dirigida finalisticamente para compor e aquiescer à cadeia de atos integrantes de todo o "Iter Criminis", resultando em sua adesão à nefasta e hedionda conduta consistente na subtração, mediante o uso de violência e grave ameaça à pessoa, de um veículo, o que resultou na morte da vítima".
Com esse entendimento, a juíza condenou o réu por latrocínio com concurso de pessoas. No entanto, absolveu Carlos Natiel do crime de corrupção de menores.
A magistrada estabeleceu a pena mínima de 20 anos, com pagamento de 60 dias multa. O acusado não poderá recorrer da decisão em liberdade.
Os advogados criminalistas e assistentes da acusação Leandro Vasques e Holanda Segundo afirmaram que irão recorrer da sentença. "A condenação do réu em apenas 20 anos de reclusão não traz o saudoso Mardônio de volta, mas alivia um pouco a dor de sua irreparável perda. Mas iremos recorrer ao Tribunal (de Justiça) perseguindo uma pena mais adequada a reprimir o sacrifício da sua vida da forma pérfida e fútil como ocorreu", afirmou Vasques.
Cronologia
19 de março 2014
O estudante Mardônio Rodrigues é morto em um assalto, no bairro Henrique Jorge. Um adolescente é detido no local do crime.
22 de março de 2014
Outro menor de idade envolvido no latrocínio se apresenta à Polícia Civil e confessa ter sido ele o autor do tiro que matou o universitário.
28 de março de 2014
Carlos Natiel Firmino, acusado de participar da morte, comparece à Divisão de Homicídios e recebe voz de prisão
9 de maio de 2014
Os dois adolescentes envolvidos na morte do universitário são sentenciados a medidas socioeducativas de internação
11 de setembro de 2014
O réu Carlos Natiel Firmino é condenado pela juíza da 14ª Vara Criminal de Fortaleza a 20 anos de prisão por latrocínio